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Desenho animado de “piu-piu” e “pepeca”, pode?

Os posts desse mês de outubro, mês dos dia das crianças no Brasil, trazem alguns cases relacionados ao universo adulto e infantil. O exemplo de hoje é sobre um programa sueco chamado Bacillakuten (conhecido por educar crianças de 3-6 anos sobre o corpo) que lançou um desenho animado com órgãos genitais.

O cartoon tem pênis e vaginas sorrindo e dançando ao som de uma música que emprega palavras utilizadas por crianças pequenas ao referirem a suas partes íntimas.

O que você acha? O video quebra tabus e naturaliza a relação das crianças com o corpo ou sensualiza o universo infantil? Veja o vídeo na versão original ou em versão inglês logo abaixo:

“Kidult”. Falando dos dilemas da vida adulta com humor e doçura infantil

Se os brinquedos para crianças estão ficando com a estética mais adulta e realista através de réplicas de ferramentas e utensílios domésticos de marcas renomadas (veja os links dos posts das palavras em destaque), o mundo editorial infantil está buscando cativar cada vez mais os adultos, resgatando práticas de lazer da infância ( como o “boom” de livros para colorir que tomou conta das livrarias nos últimos tempos), ou usando sua própria expertise didática para comunicar com os agora grandinhos.

Grande variedade de livros de colorir sendo vendidos em uma livraria do Rio de Janeiro
Grande variedade de livros de colorir sendo vendidos em uma livraria do Rio de Janeiro

Uma nova expressão pode ser acompanhada através do case da famosa e tradicional editora britânica Ladybird. Conhecida por seus livros didáticos para crianças, a Marca agora irá lançar guias para adultos. Trata-se de uma série de livros de humor que lidam com os problemas modernos e do cotidiano. Títulos como Crise da Meia-Idade, O Hipster, A ressaca, O encontro, A esposa, O marido compõem o portifólio de publicações da editora conhecida pela logo de Joaninha.

Foto: Ladybird books
Foto: Ladybird books

O livro sobre crise de meia idade, por exemplo diz: “Quando somos jovens nos perguntamos se nós vamos ser um cirurgião ou um astronauta. Podemos ser qualquer coisa que nós queremos ser. Então, um dia nós não podemos.”

Já o livro sobre o Hipster explica: “Este é um Hipster. Ele não tem filhos, é inexplicavelmente rico e sempre bem arrumado. Ele gosta de arte, mingau, cachecóis e qualquer coisa recuperada de fábricas francesas como este rack de cachorro.”

Parece que a linha “Kidult” de produtos (mistura das palavras em inglês criança e adulto) no mercado editorial vai se fortalecer como tendência, oferecendo propostas de relaxamento e diversão para darmos risadas dos nossos próprios comportamentos e dilemas adultos com a leveza típica das crianças entenderem o mundo.

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Ser perfeito está fora de moda. (Ainda bem!)

Semana passada compartilhei pelo Facebook a publicidade da H&M que adotou um casting de modelos de diversos gêneros, idades, biotipos e até mesmo religiões (como no caso da modelo muçulmana Mariah Idrissi utilizando véu), para expressar diversidade cultural ao comunicar sobre sua campanha de reciclagem de roupas.

Hoje venho falar sobre mais uma iniciativa na moda que exalta não somente o diverso, ou o diferente (como mencionei no post “Vamos Incluir” a respeito da marca espanhola Desigual ), mas também o imperfeito.

Perfeição x Imperfeição é o tema da campanha outono / inverno 2015 da Marca Esprit, que utiliza a hashtag #ImPerfect como forma de ressaltar a personalidade individual e dizer que a perfeição é chata.

Fachada lateral da loja Esprit com a hashtag #ImPerfect fazendo parte do dia a dia dos cidadãos de cidade alemã de Hanover.
Fachada lateral da loja Esprit com a hashtag #ImPerfect fazendo parte do dia a dia dos cidadãos de cidade alemã de Hanover.

A marca vem questionar quem é perfeito e através da mensagem #ImPerfect encoraja as pessoas a se inspirarem nas pequenas imperfeições que as tornam diferentes. Para a Esprit é precisamente essas características “imperfeitas” que tornam cada um de nós um tipo perfeitamente único e muito individual.

 

Celebrando e incentivando a aceitar-nos como somos, a campanha é um convite a experimentar a moda e encontrar o próprio estilo sem medo de ser feliz.

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O dia em que me apaixonei por um prédio feliz…

Circulando pelo bairro de Magni na cidade alemã de Braunschweig (Baixa Saxônia), deparei-me com um prédio de aparência particular que foram faíscas para os meus olhos em meio aquele antigo quarteirão de arquitetura histórica. O nome da construção por si só já remete a um momento de excitação e felicidade: “Happy Rizzi House“. Me esqueci de tudo ao redor e comecei a sentir um profundo sentimento de contentamento infantil! Essa é a sensação proporcionada pela casa projetada desde 1997 pelo arquiteto alemão Konrad Kloster e o designer americano James Rizzi.

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James Rizzi (1950-2011) era conhecido por inspirar-se no mundo livre e espontâneo das crianças. Seus desenhos e estampas de cores vivas e temas lúdicos foram uma contribuição inimitável para a pop art e de um legado único no mundo, principalmente para a paisagem urbana de Braunschweig.

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As ruínas de uma antiga fazenda de um palácio ducal foram transformadas em um edifício colorido de formas orgânicas e sinuosas. As inusitadas formas das janelas compõem expressões divertidas de rostos alegres e sorridentes. Elas tem formatos de retângulos irregulares, círculos, corações, estrelas e pássaros. As quinas do prédio são carinhas que provocam os pedestres na calçadas com beijinhos.

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O bairro histórico de Magni – até então um pouco esquecido – recebe desde 2001 visitantes que desejam interagir com a inusitada galeria composta simplesmente por escritórios e lojas, mas que desperta um imenso desejo de ser bobo, de ser criança novamente, dando novo frescor e alegria ao lugar.

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Permita-se ser boba e infantil de vez em quando, principalmente se for porque se apaixonou por ideias iluminadas que deixem o dia a dia dos contextos urbanos mais feliz!

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Coolhunting: Observação de Tendências em contextos urbanos

No mês de julho voltarei ao Brasil para fazer um Lab sobre Coolhunting na Faculdade SENAI CETIQT.  Trata-se de uma modalidade que mistura teoria e prática. Por isso falaremos sobre a técnica de coolhunting, mas também vamos colocar a mão na massa. Estarei cheia de novidades, ideias e experiências para dividir com os interessados! Maiores informações no site www.cetiqt.senai.br.

Mil beijos e até em breve com um curso de férias rápido, porém denso de conteúdo e aprendizado!

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Vamos incluir!

Nos últimos dias temos observado várias notícias, referentes a inclusão social permeando cada vez mais o dia a dia da sociedade e dos mercados, afirmando-se como um valor social, ético e moral e um paradigma imprescindível a ser seguido.

A marca espanhola Desigual, por exemplo, celebra e abraça o original e autêntico na moda. Contratou a modelo com vitiligo Winnie Harlow e incentiva os clientes da marca: “Não deixe que ninguém decida o que é beleza para você.” A jovem de 20 anos com manchas de pele pelo corpo mostra que a beleza humana é diferente e de todas as cores.

 

O mundo infantil também cresce com parâmetros que valorizam a diversidade racial. As meninas já podem brincar com bonecas Bárbies com 8 tons de pele diferentes, além de terem 14 opções de rostos, 18 cores de olhos e 23 tipos de cabelos.

 

A publicidade da GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer) trata-se de um exemplo iluminado. Desenhos animados com os membros da turma da Mônica e demais personagens infantis com a cabeça raspadinha lembram que toda criança com câncer tem que curtir a infância como qualquer criança e a carequinha decorrente da quimioterapia deve ser encarada com naturalidade e sem preconceitos por parte de outras crianças saudáveis.

 

Uma brincadeira feita por um canal de humor no YouTube chamado Boom também viralizou essa semana.  Um carro estacionado em uma vaga para deficientes físicos na cidade de Maringá foi coberto por post-its azuis e brancos formando o símbolo da vaga de estacionamento para deficientes e deixando o dono do veículo constrangido.

Completando a lista de exemplos, não poderia faltar a aprovação da legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo em todo os Estados Unidos nesse dia 26 de junho.
“Estaria equivocado dizer que estes homens e mulheres desrespeitam a ideia de casamento… Eles pedem direitos iguais aos olhos da lei.”  Suprema Corte dos EUA
A receptividade social quanto a nova lei e a celebração da decisão judicial foi tão grande que o próprio Facebook tornou-se um mar de perfis coloridos com as cores do arco-íris.
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Foto: Perfil Facebook Mark Zuckerberg

 

A vida social, econômica e política, assim como as esferas corporativas, empresariais e todos os setores estão se tornando mais conscientes sobre a importância dos verbos incluir, adicionar, inserir, introduzir, tornar parte, tornar igual. Seja através da inclusão de gênero, racial ou até mesmo digital. O vocabulário das Empresas e do imaginário coletivo está mais rico e mais humano com a palavra inclusão.

Women power, girls education.

O empoderamento feminino é uma ação e conquista de grande importância para fortalecer mais mulheres, desenvolver a igualdade de gênero, superação da dependência social e dominação. Segundo um estudo recente de Estatísticas sobre Mulheres apoiado pelas Nações Unidas em 174 Estados-membros, “o melhor indicador para um país considerado “pacífico” não é sua riqueza ou a estrutura política, mas o bem-estar e educação de mulheres e meninas”.
http://nacoesunidas.org/em-genebra-chefe-de-direitos-humanos-da-onu-pede-medidas-urgentes-para-promover-educacao-meninas/

Sem estereótipos de terceira idade, please!

“Idosos”, a partir de 60 anos, formam o grupo que mais cresceu na última década: 4% ante 1% da população total. Existem hoje pouco mais de 22 milhões de pessoas nessa faixa etária no país. Dessas, 6,5 milhões em plena atividade.

O Brasil terá cada vez mais idosos levando vida ativa que foge dos estereótipos da terceira idade. A economia precisará se adaptar às novas necessidades de consumo dessa população. O aumento da longevidade poderá requisitar maiores cuidados com a saúde do corpo e elaborar um projeto que priorize o que sempre se desejou fazer e não por obrigação.

Pensando a respeito desses aspectos de grande relevância, compartilho com vocês o lançamento do documentário ENVELHESCÊNCIA, que traz uma reflexão e um novo olhar sobre o significado do que é envelhecer. O documentário será exibido no CCBB São Paulo esta semana! Não perca!

Não só a coragem da arte, mas a coragem dos valores essenciais para o mercado

Gostei muito dessa matéria com o Edward Leaman, pois seu conceito de arte aplicado às marcas incluem valores do qual compartilho serem importantes para alcançar inovação hoje em dia. De fato – assim como Francesco Morace menciona no livro Paradigmas do Futuro – a beleza, a verdade e a vocação são grandes condutores desse processo de transformação das marcas. A busca de uma relação harmônica entre ética x estética; a sustentabilidade como elemento crucial; a relevância de se proporcionar felicidade através da experiência emocionante; o respeito a um consumidor que é único e ao ser reconhecido como tal compartilha os valores da marca; além da transparência dos valores e processos da Empresa como reforço da credibilidade da marca são essenciais para sobreviver e viver no Mercado.

http://www.meioemensagem.com.br/mob/marketing/interna.html?path=/home/marketing/noticias/2015/06/12/Marcas-deveriam-ter-a-coragem-da-arte

Olá, antenas!

Esse blog trata-se de um espaço para compartilhar, pensar, refletir e trocar ideias sobre o universo do comportamento e consumo e das tendências.

Seja por meio de pequenos fragmentos da realidade e do cotidiano através de coolhunting (como faço em meu Instagram), ou de temas atuais e teorias multidisciplinares mais profundas, venho dividir pensamentos sobre esse complexo mundo tão presente no nosso dia a dia.

Espero que possamos fazer um adorável brainstorming  relacionado  ao mundo real, ao mundo virtual, aos setores, aos mercados, ao indivíduo em si, a coletividade, ao velho, ao novo…

Creio que essa nova parceria irá dar um novo frescor e elasticidade mental para diversos profissionais e acadêmicos interessados nessas questões, pois precisamos ter um olhar constantemente direcionado por um vasto banco de dados de informações provenientes de todas as áreas.  Estar atento às atividades culturais em geral (como moda, arte, música, cinema, etc), observar os mais diversos setores (como alimentação, beleza, bem estar, tecnologia, etc…), disciplinas educacionais (antropologia, sociologia, arte, etc.), entre outros será valioso para compreender tantos fenômenos globais e locais referentes a sociedade de consumo e aos mercados.

Vamos juntar pequenas idéias e desenhar uma ideia de futuro?

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