Arquivos mensais: outubro 2015

Desenho animado de “piu-piu” e “pepeca”, pode?

Os posts desse mês de outubro, mês dos dia das crianças no Brasil, trazem alguns cases relacionados ao universo adulto e infantil. O exemplo de hoje é sobre um programa sueco chamado Bacillakuten (conhecido por educar crianças de 3-6 anos sobre o corpo) que lançou um desenho animado com órgãos genitais.

O cartoon tem pênis e vaginas sorrindo e dançando ao som de uma música que emprega palavras utilizadas por crianças pequenas ao referirem a suas partes íntimas.

O que você acha? O video quebra tabus e naturaliza a relação das crianças com o corpo ou sensualiza o universo infantil? Veja o vídeo na versão original ou em versão inglês logo abaixo:

“Kidult”. Falando dos dilemas da vida adulta com humor e doçura infantil

Se os brinquedos para crianças estão ficando com a estética mais adulta e realista através de réplicas de ferramentas e utensílios domésticos de marcas renomadas (veja os links dos posts das palavras em destaque), o mundo editorial infantil está buscando cativar cada vez mais os adultos, resgatando práticas de lazer da infância ( como o “boom” de livros para colorir que tomou conta das livrarias nos últimos tempos), ou usando sua própria expertise didática para comunicar com os agora grandinhos.

Grande variedade de livros de colorir sendo vendidos em uma livraria do Rio de Janeiro
Grande variedade de livros de colorir sendo vendidos em uma livraria do Rio de Janeiro

Uma nova expressão pode ser acompanhada através do case da famosa e tradicional editora britânica Ladybird. Conhecida por seus livros didáticos para crianças, a Marca agora irá lançar guias para adultos. Trata-se de uma série de livros de humor que lidam com os problemas modernos e do cotidiano. Títulos como Crise da Meia-Idade, O Hipster, A ressaca, O encontro, A esposa, O marido compõem o portifólio de publicações da editora conhecida pela logo de Joaninha.

Foto: Ladybird books
Foto: Ladybird books

O livro sobre crise de meia idade, por exemplo diz: “Quando somos jovens nos perguntamos se nós vamos ser um cirurgião ou um astronauta. Podemos ser qualquer coisa que nós queremos ser. Então, um dia nós não podemos.”

Já o livro sobre o Hipster explica: “Este é um Hipster. Ele não tem filhos, é inexplicavelmente rico e sempre bem arrumado. Ele gosta de arte, mingau, cachecóis e qualquer coisa recuperada de fábricas francesas como este rack de cachorro.”

Parece que a linha “Kidult” de produtos (mistura das palavras em inglês criança e adulto) no mercado editorial vai se fortalecer como tendência, oferecendo propostas de relaxamento e diversão para darmos risadas dos nossos próprios comportamentos e dilemas adultos com a leveza típica das crianças entenderem o mundo.

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Ser perfeito está fora de moda. (Ainda bem!)

Semana passada compartilhei pelo Facebook a publicidade da H&M que adotou um casting de modelos de diversos gêneros, idades, biotipos e até mesmo religiões (como no caso da modelo muçulmana Mariah Idrissi utilizando véu), para expressar diversidade cultural ao comunicar sobre sua campanha de reciclagem de roupas.

Hoje venho falar sobre mais uma iniciativa na moda que exalta não somente o diverso, ou o diferente (como mencionei no post “Vamos Incluir” a respeito da marca espanhola Desigual ), mas também o imperfeito.

Perfeição x Imperfeição é o tema da campanha outono / inverno 2015 da Marca Esprit, que utiliza a hashtag #ImPerfect como forma de ressaltar a personalidade individual e dizer que a perfeição é chata.

Fachada lateral da loja Esprit com a hashtag #ImPerfect fazendo parte do dia a dia dos cidadãos de cidade alemã de Hanover.
Fachada lateral da loja Esprit com a hashtag #ImPerfect fazendo parte do dia a dia dos cidadãos de cidade alemã de Hanover.

A marca vem questionar quem é perfeito e através da mensagem #ImPerfect encoraja as pessoas a se inspirarem nas pequenas imperfeições que as tornam diferentes. Para a Esprit é precisamente essas características “imperfeitas” que tornam cada um de nós um tipo perfeitamente único e muito individual.

 

Celebrando e incentivando a aceitar-nos como somos, a campanha é um convite a experimentar a moda e encontrar o próprio estilo sem medo de ser feliz.

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